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Setembro Amarelo muda iluminação do Elevador Lacerda; confira eventos



Simpósio, palestras e debates sobre suicídio estão previstos para os próximos dias


O Elevador Lacerda está com iluminação especial, mas não tem a ver com o turismo. O equipamento está sendo usado para lembrar o Setembro Amarelo, mês da campanha brasileira de prevenção ao suicídio. Por conta da data, alguns eventos estão sendo realizados em Salvador para discutir o assunto.
Segundo os especialistas, falar do problema é a forma mais eficiente de ajudar quem precisa. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que nove em cada dez casos de suicídio poderiam ser evitados. O diretor médico do Espaço Nelson Pires, Lucas Alves, contou que o tema é espinhoso, mas necessário.
“O suicídio é um tema complexo e tão antigo quanto a humanidade, mas é importante falar sobre isso porque boa parte dos casos de suicídio está associada a um transtorno mental. Então, esse mês é importante para a conscientização de que tratando os transtornos mentais, a gente pode poupar vidas”, afirmou.
Alves é professor de psiquiatria e psicofarmacologia da Escola Bahiana de Medicina, FTC e Unifacs e explicou que, antes de cometer suicídio, o paciente costuma dar sinais de que as coisas não estão bem, como dizer que a vida não vale mais a pena, falar muito em morrer e apresentar tristeza profunda.
“São sinais pequenos que os familiares podem perceber ou, às vezes, não. Mas é preciso ficar claro que nem todos os pacientes dão sinais. O suicídio é um fenômeno complexo, muitas vezes impulsivo”, afirmou.
Existem duas faixas etárias que são mais vulneráveis. Segundo o professor, enquanto no Brasil o crescimento no número de suicídios nos dez últimos anos foi de 13%, essa taxa foi maior entre os 10 e os 19 anos de idade: 16%. Os idosos são outro segmento bastante atingido por esse problema. Para Alves, isso tem relação com as mudanças da vida contemporânea, e com as relações virtuais e interpessoais.
Equipamento é um dos principais cartões postais da cidade (Foto: Arisson Marinho/ CORREIO)

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