Ibicaraí vive o desgaste de uma gestão que rompeu com a imprensa e com a realidade - Bahia Expresso

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Ibicaraí vive o desgaste de uma gestão que rompeu com a imprensa e com a realidade

Rompimento com a imprensa, acúmulo de denúncias e isolamento político expõem o desgaste da gestão Monalisa Tavares.




Em cidades pequenas, a relação entre a gestão municipal e os meios de comunicação costuma ser estratégica. A imprensa cumpre o papel de informar, fiscalizar e também divulgar as ações do poder público. Quando essa relação se rompe, o sinal é claro: algo não vai bem na administração.
Em Ibicaraí, sob o comando da prefeita Dra. Monalisa Tavares, hoje em seu terceiro mandato, o que se vê é um cenário preocupante. A gestora, que no passado era reconhecida por valorizar a imprensa local, parece ter adotado um comportamento oposto, permitindo que profissionais da comunicação sejam tratados com desrespeito por pessoas ligadas à própria gestão.
O resultado é visível e incontestável. Profissionais pedem para sair, veículos anunciam desligamento e os meios de comunicação que antes atuavam de forma equilibrada passaram a expor a dura realidade do município. Denúncias se acumulam, problemas se repetem e a sensação é de abandono administrativo. A cada semana surge um novo fato negativo, reforçando a percepção de uma gestão que perdeu o rumo e se mostra indiferente ao futuro da cidade.
A administração municipal dá sinais claros de desgaste político. O isolamento é evidente. Se antes havia um ou dois veículos de comunicação em posição crítica, hoje o quadro se inverteu: praticamente toda a imprensa local se posiciona contra o projeto político da prefeita, restando apenas um meio alinhado à gestão. Esse cenário não surge por acaso, mas como consequência direta de escolhas equivocadas, falta de diálogo e intolerância à crítica.
Diante disso, a pergunta é inevitável: como uma gestão desacreditada, cercada de denúncias e em conflito com a imprensa, pretende repetir o desempenho eleitoral de anos anteriores? A tradição de prefeitos garantirem maioria de votos para seus deputados parece não se sustentar em Ibicaraí.
Tudo indica que 2026 poderá marcar uma virada. A oposição cresce, enquanto a base governista encolhe. Se nada mudar, os nomes apoiados pela prefeita correm o risco de amargar uma derrota histórica, refletindo o desgaste de um governo que se afastou da imprensa, da população e da própria realidade.

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