Portugal assume Secult e diz que ampliará ações dos dois antecessores - Bahia Expresso

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Portugal assume Secult e diz que ampliará ações dos dois antecessores



No Dia de Reis, segundo a tradição cristã, Jesus recebeu a visita de “alguns magos do oriente”. Este ano, no Dia de Reis, o novo secretário de Cultura do Estado da Bahia, o educador, poeta e compositor Jorge Portugal recebeu a visita de dezenas de pessoas na transmissão do cargo, ontem, no Palácio Rio Branco, na Praça Thomé de Souza.
Escolhido pelo governador Rui Costa, Jorge, que substitui o professor e pesquisador Albino Rubim, chega com a missão de dar continuidade ao trabalho feito pelo antecessor. “Na minha administração eu continuo, amplio e aprofundo. Portanto, é um contínuo que vem de Marcio Meirelles, Albino Rubim e chega a Jorge Portugal. O governo não é de ruptura, é de continuidade”, disse.
Prova de fogo O ex-secretário deu boas vindas ao novo gestor: “Estamos aqui para acolhê-lo”. E fez questão de destacar os trabalhos realizados na sua gestão. “Cabe na minha despedida refazer uma parte da jornada de um trabalho que tive a honra de coordenar, e do qual Jorge também fez parte”, avaliou Albino Rubim.
Em pleno Verão, Portugal enfrenta grandes eventos logo no início da gestão. O maior deles, o Carnaval, é o centro das atenções do novo secretário. “Eu acabei de desembarcar aqui e já desembarquei no Carnaval. Você pode imaginar o que é isso? Não tenho feito nada respirando Carnaval, durmo e acordo pensando em Carnaval”, afirmou. 
Além do Ouro Negro, composto por 100 entidades, a Secult também é responsável por toda a programação que movimenta o Pelourinho durante a folia, minitrios e Carnavais no interior, como o de Maragojipe, a 155 km de Salvador, e a parceria inédita com a cidade de Madre de Deus, a 65 km da capital. “Somente o Carnaval já é um universo de coisas, é porradão”. 
E o ritmo acelerado continua, porque o secretário já prepara os festejos da Lavagem do Bonfim, dia 15, e da festa de Iemanjá, dia 2 de fevereiro. Além disso, ele já está cuidando do projeto É Verão! #OcupeseuEspaço, que acontece até 11 de fevereiro em 17 cidades, com programação em vários espaços culturais. “Tem lá no Solar Boa Vista e na Casa da Música no Abaeté, por exemplo, e em vários centros culturais do interior”, exemplificou. Apesar de não lidar diretamente com os grandes trios, Jorge garante está disposto a colaborar com o Carnaval comercial. “Esse Carnaval mais pesado, do axé, dos trios, não é nosso, ele já se sustenta por si só. Não quer dizer que não haja diálogo e que não haja aproximação, ou boa vontade. Nós estamos abertos para saber o que eles querem, o que nós podemos fazer e até que ponto podemos dar esse tangenciamento entre a Secult e a grande tribo do axé”, brincou.
Quando o nome de Portugal foi anunciado, algumas pessoas torceram o nariz. A principal preocupação era que, como filho de Santo Amaro da Purificação, privilegiasse a produção cultural do Recôncavo. Mas ele garante que a integração entre todas as vertentes da cultura baiana já era seu compromisso muito antes de entrar para a administração pública. Diversidade
“Quando eu era artista, pertencia a um grupo chamado Sangue e Raça, e um dos nossos primeiros shows em Salvador, em 1974, chamava-se Reconsertão. Desde lá eu já tinha essa tentativa de articular essas duas culturas, esses dois conteúdos magníficos”, disse. 
Já para Fernanda, Portugal não poupou elogios. “É uma pessoa de grande sensibilidade, inteligentíssima, operosa, uma gestora sem comparação”. O nome de quem ficará à frente da Fundação Pedro Calmon ainda não foi definido. “Estamos em tratativas e, certamente, no mais tardar amanhã (hoje), eu devo ter o nome”, prometeu. Para sua equipe, ele já anunciou dois nomes: João Carlos Oliveira, para o Ipac, e Fernanda Tourinho, para a Fundação Cultural. João é arquiteto e estava comandando o Iphan de Ouro Preto. “Mas ele é baiano e queria muito voltar. Eu já conhecia seu trabalho e ele é muito referido”, disse.

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