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O sorriso falso do prefeito Marão e a falta de remédios para as pessoas quem têm esquizofrenia






Os tapinhas nas costas e os abraços aparentemente afetuosos do prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre (PSD), servem para esconder o lado cruel de suas irresponsabilidades administrativas. Muitos se enganam com a “amabilidade fácil” do gestor.
O governo do médico Marão tem agravado o sofrimento dos pacientes psiquiátricos que sofrem de esquizofrenia, e que dependem do suporte municipal.
Medicamentos como Amplictil e Tegretol, fundamentais para impedir os sintomas mais graves da doença mental, estão em falta na farmácia de referência do município há mais de quatro meses.
Sem o uso regular (com custo de até R$ 183 por caixa na rede privada) os pacientes ficam suscetíveis a surtos psicóticos que colocam em risco a própria vida e as de seus familiares.
Ter um ente querido com esquizofrenia é sofrer demasiadamente.
O poeta Ferreira Gullar teve dois filhos com a doença e em varias ocasiões relatou suas angústias.
Em 2014, o cineasta e documentarista Eduardo Coutinho morreu após receber facadas desferidas pelo próprio filho, que estava sob surto psicótico.
Essas dificuldades, que não são típicas de todos os casos, tornam fundamental o apoio do poder público, sobretudo às familias de baixa renda.
Em Ilhéus, a situação se agrava ainda mais para os moradores na zona rural, já que a farmácia de referência não dispõe de um contato telefônico para a verificação da disponibilidade dos medicamentos. As pessoas se deslocam do interior do município na esperança de consegui-los e ouvem “não temos” dos servidores da farmácia municipal.
Como de prática, o governo Marão não apresenta explicações para a falta.
A via judicial é o único caminho para tentar conseguir com regularidade as substâncias. Enquanto isso, o prefeito continua a distribuir abraços e tapinhas “carinhosos”.

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