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Salvador tem quase dois milhões de eleitores, mas número de aptos a votar é menor que em 2016


Aeleição para prefeito e vereadores neste ano, em Salvador, terá menos participantes que em 2016. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) levantados pelo BNews, 1.897.098 eleitores domiciliados na capital baiana estão aptos a votar no próximo dia 15 de novembro, quando ocorre o primeiro turno. O número é 2,62% menor em relação ao último pleito municipal.
Essa será a primeira eleição para prefeito com o cadastro biométrico sendo obrigatório no país. Após uma intensa campanha, quase a totalidade dos eleitores de Salvador realizou o cadastramento da biometria a tempo: 1.891.978, número que representa 99,73% do eleitorado soteropolitano, enquanto outros 5.120 (0,27%) não estão biometrizados. A quantidade é mais de sete vezes (768,5%) maior que em 2016, quando não houve exigência da biometria.



Escolaridade

Os dados do TSE apontam uma melhora nos índices de escolaridade do eleitor da capital baiana. Em 2016, o maior recorte do eleitorado soteropolitano (28,15%) era composto por pessoas com ensino fundamental incompleto. Em 2020, mostram os registros extraídos em 7 de agosto, eleitores com ensino médio completo (36,73%) são os que estão em maior número.
Outro indicador de escolaridade positivo é a queda no número de eleitores analfabetos: mudou de 1,63% em 2016 para 0,67%. Já os que apenas leem e escrevem, recuaram de cerca de 135 mil para aproximadamente 63 mil no mesmo período.
Entre o eleitorado com ensino superior completo, os índices quase triplicaram: de 127,7 mil na última eleição municipal para 320,5 mil neste ano. Pessoas com ensino superior incompleto também registraram alta, de 58,8%.

Idade

Assim como em 2016, a faixa etária com mais eleitores aptos a votar neste ano em Salvador é entre 35 e 39 anos, com uma pequena queda de 12,47% para 12,45% no período. Diferentemente da última eleição municipal, no entanto, em 2020 o segundo grupo mais representativo é o de pessoas de 40 a 44 anos, com 11,71%. Em 2016, a segunda faixa mais densa era entre 30 e 34 anos, com 12,46%.
Entre os mais jovens que não são obrigados a votar (16 e 17 anos de idade), o índice caiu mais da metade. No último pleito para escolha de prefeito e vereadores da capital, eles representavam 0,56% do eleitorado, com cerca de 10,7 mil eleitores aptos. Em 2020, o número é de apenas 4,1 mil (0,21%).
Na avaliação de Maurício Amaral, secretário de Planejamento do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), a queda pode ser um efeito da Covid-19.
"É claro que a pandemia, ela foi determinante. Primeiro porque suspendeu o atendimento presencial no tribunal, então o próprio tribunal só ofereceu a possibilidade de alistamento pra os jovens eleitores por atendimento à distância [...] Fizemos 75 mil atendimentos à distância na Bahia, no final do alistamento, que foi 6 de maio, mas, de todo modo, muitos deixam de procurar a Justiça Eleitoral exatamente por conta dessa circunstância, de não ter um lugar pra ir, se deslocar [...] Já que para ele o voto não é obrigatório, pode ter se sentido desestimulado. Nos lembremos que esse cadastro fechou no dia 6 de maio. Era um momento ainda de muito temor, incerteza, tudo fechando. Estavam todos muito apavorados com o coronavírus. Isso, sem sombra de dúvida, fez com que aqueles que farão 16 anos até a data da eleição deixassem de nos procurar pra fazer o título. Esse é um fato", pontua.

Idosos

Outra faixa etária que apresentou diminuição na quantidade de aptos a votar em Salvador, em relação a 2016, é a dos eleitores centenários. De acordo com os dados do TSE, apenas 54 pessoas com mais de 100 anos poderão exercer o voto na capital baiana neste ano, contra 394 da última eleição municipal. Considerando todos os super idosos (acima de 80 anos), o número caiu de 62,3 mil para 20,1 mil, uma queda de 67,7%.
"Um elemento importante [para a diminuição] foi a depuração do cadastro ocorrida por conta da biometria obrigatória, que foi encerrada em Salvador em 2018, antes das eleições. Aquilo fez com que algumas pessoas já de idade avançada, que já não estavam obrigadas a votar, deixassem de nos procurar pra fazer a biometria e com isso tiveram o título cancelado. Eu diria que basicamente graças a esses dois fatores a gente tem uma redução percentual do nosso eleitorado tanto da faixa etária mais avançada quanto dos mais jovens", conclui o especialista.

*Com colaboração de Alexandre Bittencourt / Extraido do Bocão News

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