Rosemberg não desapareceu das urnas mas o grupo que governava Floresta Azul perdeu uma fatia importante da votação. E a oposição cresceu mesmo fora da Prefeitura.
Tem gente comemorando antes de fazer a conta.
A tentativa de transformar o resultado de 2026 em uma suposta “derrocada” de Rosemberg Pinto precisa passar, primeiro, pelo teste dos números. E os números contam uma história bem diferente.
Em 2022, quando Dra. Gicelia Santana estava à frente da Prefeitura de Floresta Azul, Rosemberg recebeu 3312 votos para deputado estadual. O segundo colocado teve apenas 732 votos.
Uma diferença brutal.
Naquele mesmo cenário, Neto Carletto alcançou 2.796 votos para deputado federal, enquanto o segundo colocado ficou com apenas 605 votos.
Era uma máquina política funcionando a pleno vapor.
QUATRO ANOS DEPOIS, O CENÁRIO VIROU
Em 2026, Dra. Gicelia já não estava no comando da Prefeitura. Estava na oposição.
E mesmo assim, seu grupo mostrou que não estava morto politicamente.Muito pelo contrário, Neto Carletto foi o mais votado para deputado federal, com 2.190 votos, deixando para trás o candidato apoiado pelo grupo do prefeito Hermânio Bambu.
E na disputa estadual, Rosemberg ficou praticamente colado no primeiro colocado: apenas 61 votos separaram os dois candidatos, conforme os números apresentados.
Então fica a pergunta:
ISSO É DERROCADA?
Ou será que estão tentando vender como “fracasso” aquilo que, olhando friamente para os números, mostra uma disputa muito mais equilibrada?
Porque existe um dado ainda mais incômodo.
Em 2022, a oposição conseguiu 732 votos para deputado estadual.
Em 2026, a oposição chegou a 1.942 votos.
São 1.210 votos a mais.
Um crescimento de aproximadamente 165%
Enquanto isso, o grupo que estava sob comando municipal, Dra. Gicelia saiu de 3.312 votos em 2022 para aproximadamente 2.003 votos em 2026 que tem Hermanio Bambu no comando para deputado estadual.
Menos 1.309 votos.
A CONTA QUE NÃO QUEREM FAZER
De um lado:
Governo municipal:
3.312 votos → cerca de 2.003 votos.
Queda de aproximadamente 1.309 votos.
Do outro:
Oposição:
732 votos → 1.942 votos.
Crescimento de 1.210 votos.
Então, afinal...
QUEM PERDEU FORÇA?
A oposição, que estava fora da Prefeitura e praticamente triplicou sua votação?
Ou o grupo governista, que tinha uma votação de mais de 3 mil votos e não conseguiu repetir o desempenho?
ROSEMBERG PERDEU A ELEIÇÃO?
Não.
Rosemberg não foi atropelado, não ficou isolado, não desapareceu do mapa eleitoral.
Ficou a apenas 61 votos da liderança, o que mudou foi o tamanho da vantagem.
E isso é completamente diferente de dizer que um deputado “perdeu força” ou sofreu uma “derrocada”.
A verdadeira mudança aconteceu no equilíbrio político de Floresta Azul.
Em 2022, havia uma diferença gigantesca entre governo e oposição.
Em 2026, essa distância diminuiu drasticamente.
E isso deveria preocupar muito mais quem está sentado na cadeira da Prefeitura do que quem está fazendo análise política de gabinete.
A URNA DEU UM RECADO
A eleição de 2026 mostrou que **Dra. Gicelia Santana continua tendo força eleitoral mesmo fora do poder municipal.
E talvez esse seja o dado que mais incomoda.
Porque fazer votação expressiva estando na Prefeitura é uma coisa.
Fazer uma votação competitiva estando na oposição é outra.
O poder muda. A máquina muda. Os aliados mudam. Mas a urna continua falando.
E, em Floresta Azul, a urna de 2026 mostrou que a oposição cresceu enquanto a vantagem do grupo governista diminuiu.
Por isso, antes de anunciar a “derrocada” de Rosemberg, seria prudente responder a uma pergunta simples:
SE A OPOSIÇÃO CRESCEU DE 732 PARA 1.942 VOTOS E O GRUPO GOVERNISTA CAIU DE 3.312 PARA CERCA DE 2 MIL, QUEM REALMENTE SAIU FRAGILIZADO DAS URNAS?
A matemática eleitoral não faz propaganda.
Ela apenas mostra os números.
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