Declaração do ex-prefeito escancara distanciamento histórico de aliados e reforça contraste com articulação municipal do governador
A declaração do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, de que prefeitos não fazem diferença na eleição para o governo do estado não é apenas polêmica ele expõe uma postura antiga de desprezo pelas lideranças municipais da Bahia.
Não se trata de um deslize, mas de um padrão. Desde as eleições de 2022, quando foi derrotado na disputa estadual, Neto viu prefeitos e lideranças abandonarem seu projeto político justamente pela falta de diálogo, atenção e respeito. O afastamento se aprofundou após as eleições de 2024, quando aliados relataram silêncio absoluto do ex-candidato, que sequer realizou gestos políticos mínimos, como parabenizar parceiros vitoriosos.
Enquanto isso, o governador Jerônimo Rodrigues segue na direção oposta. Com presença constante no interior, já percorreu centenas de municípios e mantém agenda permanente com prefeitos, ex-prefeitos e lideranças políticas de todas as regiões. No dia a dia, a porta do governo permanece aberta, com reuniões presenciais e contatos diretos, demonstrando que gestão estadual se faz com diálogo e construção coletiva.
A tentativa de diminuir o peso dos prefeitos soa, para muitos analistas, como reflexo de um isolamento político crescente. Sem base sólida no interior e perdendo aliados estratégicos, a oposição tenta reescrever a lógica eleitoral para justificar a própria fragilidade.
A política baiana, porém, tem memória. Já houve líderes que agiu com arrogância, ignoraram aliados e pareciam imbatíveis. Hoje, muitos não comandam sequer o próprio partido.
O recado é claro: na Bahia, quem despreza prefeito acaba ficando sem palanque, sem base e, principalmente, sem caminho para voltar ao poder.
Redação Bahia Expresso
Igor Pinto Costa
MTB 0009865/BA

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