Prefeitura de Itabuna participará de debate sobre a importação do cacau africano e depreciação da cotação no mercado - Bahia Expresso

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Prefeitura de Itabuna participará de debate sobre a importação do cacau africano e depreciação da cotação no mercado


A Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente (SEAGRIMA), participará de encontro na próxima segunda-feira, dia 2, às 13h30min, na Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste Baiano (AMURC) sobre a importação do cacau africano e depreciação da cotação no mercado.
Os temas serão debatidos no Fórum de Secretários da Agricultura da Região Cacaueira diante da mobilização de produtores de cacau e lideranças da lavoura diante da repentina depreciação da cotação nos mercados - interno e internacional - nas últimas semanas, depois de altos preços para a tonelada que oscilaram entre US$ 6 mil e US$ 13 mil nos últimos dois anos no mercado internacional com variação da arroba entre R$ 290 e R$ 1 mil no mesmo período.
O titular da SEAGRIMA, secretário João Carlos Oliveira da Silva, participou de um encontro virtual e preliminar com seus homólogos na manhã desta terça-feira, dia 27, quando de defendeu a mobilização regional para pedir à bancada baiana no Congresso Nacional que lidere a luta para a reversão do quadro preocupante para a lavoura que começa a emergir da crise das últimas três décadas e meia.
“O que preocupa é o fechamento de rodovias federais em protesto de cacauicultores quando a luta deve ser política para envolver os parlamentares baianos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. No encontro virtual de hoje, a sugestão que dei é de envolvimento da classe política para pressionar o Governo Federal e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), contra a flexibilização dos critérios de defesa fitossanitária, permitindo a entrada de cacau importado sem o rigor técnico”, comentou.
João Carlos lembrou que a deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA) lidera a bancada baiana no Congresso Nacional com boa interlocução com a Região Cacaueira baiana. “É um processo de discussão amplo, já que a questão da queda das cotações depende das bolsas de mercadorias e commodities de Nova York e Londres enquanto a importação de cacau é da alçada do Ministério da Agricultura”, realçou.
Há uma sugestão do tema “Deságio, não. Chocolate 35% de cacau” para um slogan da atual luta sob o argumento de que, além de ser produtor, o Brasil tem consumo elevado de cacau e chocolate, há déficit de 120 mil toneladas ano e a importação do cacau africano significa mais riscos para a lavoura cacaueira baiana.
“Além disso, como explicar que as cotações entrem em queda quando se anuncia o acordo comercial Mercosul-União Européia? Portanto, não há justificativa técnica e de mercado para a depreciação dos preços do cacau que chegaram a alcançar preços altos em níveis internacional e interno”, finaliza.

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