Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) é o nome preferido de dirigentes partidários para disputar a presidência representando a direita.
Por Lauriberto Pompeu e Luísa Marzullo
Com a condenação de Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, a ala oposicionista do Centrão aumentou a pressão sobre o ex-presidente por uma definição do candidato da direita para enfrentar Lula (PT) em 2026. A articulação também tem feito o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se movimentar.
Parlamentares próximos ao ex-presidente esperam que nos próximos dias ele dê recados mais claros sobre a sucessão, enquanto ainda está em prisão domiciliar. Em paralelo, dirigentes de siglas do Centrão atuam para construir uma candidatura presidencial de direita que não inclua ninguém da família Bolsonaro.
Tarcísio é o nome preferido de dirigentes do Centrão como os presidentes do União Brasil, Antonio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira. Com o fim do julgamento, a articulação para convencer Bolsonaro a dar aval a Tarcísio aumentou, de acordo com interlocutores a par das conversas.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, já disse que conversará com o ex-presidente para tentar adiantar um acordo sobre quem será o candidato da direita. Para equilibrar o discurso, ele tem reforçado que qualquer decisão passará pela autorização de Bolsonaro. Também tentam construir uma candidatura de oposição os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil); de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); e do Paraná, Ratinho Junior (PSD).
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.