Câmara de Maraú gasta mais de 500 mil em contratos de contabilidade com as mesmas empresas e até fictícia - Bahia Expresso

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segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Câmara de Maraú gasta mais de 500 mil em contratos de contabilidade com as mesmas empresas e até fictícia



A Câmara Municipal de Maraú está no centro de novas denúncias envolvendo o uso de recursos públicos. Somente em 2025, o Legislativo já firmou oito contratos na área de contabilidade, que juntos chegam ao valor global de R$ 505.800,00.
Além disso, o histórico da Câmara inclui ainda um contrato polêmico com uma van considerada fictícia, que nunca teria prestado o serviço contratado, mas recebeu pagamentos, levantando sérias dúvidas sobre a lisura das contratações.

Oito contratos na mesma área

De acordo com levantamento, os contratos foram firmados da seguinte forma:

Cinco novos contratos: R$ 35.100,00
Três contratos anteriores: R$ 25.500,00

Total só em contabilidade: R$ 60.600,00
Valor global em 2025: R$ 505.800,00

Entre os contratos listados, aparecem:

Contrato 003 – Contabilidade
Contrato 008 – Lançamento do SIGA
Contrato 009 – Lançamento SICONFI/SIAFIC
Contrato 010 – Lançamento Portal da Transparência
Contrato 011 – Lançamento DCTFWeb
Contrato 012 – RH
Contrato 013 – Controle Interno
Contrato 026 – Contabilidade
Concentração nas mesmas pessoas

O que chama a atenção é que vários desses contratos recaem sobre os mesmos prestadores de serviço:

Wanderley dos Santos Contabilidade-ME: responsável por dois contratos (SIGA e SICONFI/SIAFIC), que somam quase R$ 100 mil.
Valdinei Lopes Andrade: também assinou dois contratos (obrigações tributárias e controle interno), totalizando R$ 96 mil.

ContInfor Contabilidade e Informática LTDA: contrato de R$ 42.400,00.
Ou seja, há um fatiamento contratual que concentra valores em poucas pessoas e empresas, em vez de resolver tudo em um único contrato abrangente.

Denúncia da van fictícia

Outro episódio já denunciado envolve um contrato para uma van supostamente inexistente, que teria recebido recursos sem nunca ter prestado o serviço descrito. O caso gerou repercussão e reforça a necessidade de maior fiscalização nos gastos do Legislativo.

Questionamentos sobre economicidade

A crítica é clara: um único contrato de aproximadamente R$ 10 mil mensais poderia atender toda a demanda contábil da Câmara, sem necessidade de pulverizar recursos em oito contratos distintos.
Essa prática de fragmentar contratos e concentrar sempre nas mesmas pessoas precisa ser investigada, pois compromete a transparência e coloca em dúvida a responsabilidade da gestão dos recursos públicos pela Câmara de Maraú.

Fonte: Site Falando com Autoridade

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