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Enquanto Bolsonaro viaja a lazer, Mourão viaja em campanha




Bolsonaro em viagem a Santa Catarina durante cheias na Bahia - Reprodução/Twitter


Em três anos e meio de governo, o presidente Jair Bolsonaro (PL) viajou a passeio por pelo menos 15 vezes, durante feriados prolongados, folgas e até mesmo em dia de expediente normal, de acordo com levantamento feito pela Folha de S. Paulo. Foram 11 vezes para o Forte dos Andradas no Guarujá, litoral paulista, três vezes para o Forte Marechal Luz, em Santa Catarina, e uma vez para Aratu, na Bahia.
No mesmo espaço de tempo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) folgou em três ocasiões e Dilma Rousseff (PT), em sete.
Uma de suas “férias”, a Santa Catarina, custou R$ 900 mil aos cofres públicos, segundo dados fornecidos ao jornal O Globo por meio da Lei de Acesso à Informação. Dois meses depois, ao ser questionado sobre as viagens ao litoral, Bolsonaro se irritou. “Se achar que eu não devo sair mais de folga, se eu virar candidato à reeleição, que não vote em mim, aí eu não vou estar mais aqui no hotel.”

Viagens ao Rio Grande do Sul

Enquanto o presidente tira “miniférias”, o vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) intensifica as viagens ao Rio Grande do Sul, por onde disputará uma vaga no Senado. Levantamento do Metrópoles mostrou que Mourão viajou 19 para o estado gaúcho, desde o início do ano, depois que anunciou a sua pré-candidatura. Em comparação aos anos anteriores, entre 2020 e 2021, foram 15 viagens.

Abuso de Autoridade

O Palácio do Planalto divulgou a imagem de sete suspeitos de planejar um roubo a um carro-forte no estado do Amazonas, ainda em 2018. A prática, no entanto, viola a Lei de Abuso de Autoridade, sancionada pelo próprio Bolsonaro em 2019.
Na legenda da foto, o perfil da Secretaria de Comunicação da Presidência no Instagram, Facebook, Twitter e WhatsApp comenta que o “Brasil registra menor número de roubos a bancos em seis anos. Batemos mais um recorde na redução da criminalidade”.
De acordo com a legislação, é crime “antecipar, por meio de comunicação, inclusive rede social, atribuição de culpa”, “expor a intimidade ou a vida privada ou ferindo a honra ou a imagem do investigado ou acusado” e constranger a “exibir-se ou ter seu corpo ou parte dele exibido à curiosidade pública”.

Violência sexual

A vereadora de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, Luirce Paz (Podemos), foi vítima de violência sexual na semana passada, ao receber em seu WhatsApp um vídeo de um homem se masturbando e ejaculando em cima de sua foto. O boletim de ocorrência foi registrado na última quinta (26).
“A mulher na política é vista como aquele objeto. Se ela briga por aquilo que ela acredita, é louca, desequilibrada, desesperada, mal amada. Mas em nenhum momento é uma boa política. São coisas que vêm acontecendo. Mas a minha voz ninguém vai calar, porque eu fui eleita para representar a comunidade de Cruz Alta”, de pronunciou Paz em suas redes sociais.
Em nota, Márcia Pinheiro, presidente nacional do Podemos Mulher, afirmou que se trata se um “ato inadmissível, machista e misógino” e que todas as medidas para a apuração do crime estão sendo tomadas. “Ser mulher no Brasil é viver diariamente sofrendo violências de cunho sexista”, afirmou Pinheiro. “Mais um caso de assédio. Mais uma violência a nossas podemistas. Até quando?”, concluiu.

Edição: Felipe Mendes

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