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Aliança com PV e sombra de Aécio Neves marcam embate


Antonio Anastasia também alinhavou a tática de questionamentos nas pausas do debate |

O senador Antonio Anastasia (PSDB) e o empresário Romeu Zema (Novo) travaram embates sobre questões classificadas como da “velha política” nesse sábado no debate eleitoral provido pela RecordTV Minas com a rádio Super Notícia 91,7 FM. Enquanto o tucano teve que responder sobre o fato de ser apadrinhado pelo senador Aécio Neves, que é réu em ações da operação Lava Jato, o nome do Partido Novo precisou explicar sobre o fato de criticar legendas, mas ter aceitado apoio de políticos do PV. 
Diante desses temas espinhosos, os dois fizeram questão de reiterar, durante várias vezes no encontro eleitoral, que vão montar um governo técnico. Para deixar esse ponto bem apresentado, Anastasia disse que entrou pela política pela porta técnica e que não é apadrinhado por Aécio, uma vez que entrou na política ainda na Assembleia Constituinte do Estado e serviu, segundo ele, a muitos governos. A fala veio em resposta a questionamento de um jornalista sobre o tema.
“Senador Aécio foi eleito deputado federal, vai trabalhar na Câmara dos Deputados e não vai participar do meu governo. Nem ele, como nenhum dos seus familiares. Farei um governo com perfil técnico, nesse ponto parecido com o candidato Zema, porque enfrentamos hoje uma crise muito aguda. Vamos ter como no passado, o núcleo duro, sério e competente. Não tenho parentes na política”, disse Anastasia. 
O candidato do Novo declarou que respeita a figura do tucano, que sempre prezou pela ética, mas que é preciso questionar quem está efetivamente por trás da condução da campanha “de ataques baixos e sujo” ao nome dele. “Parece que realmente tem coisa da turma do Aécio. Eu fico muito desconfiado porque o que tem sido apresentado não tem características do senador”, insinuou Romeu Zema. 
Em resposta, Anastasia disse que o concorrente estava “fixado” por Aécio e disparou: “O governo será meu, Antonio Anastasia, filho de dona Ilka e do seu Dante. Nascido em Belo Horizonte e atleticano”.
O senador aproveitou para questionar o empresário sobre o fato de criticar recorrentemente sobre a velha política, mas se aliar no segundo turno ao PV, cujo presidente, o deputado estadual Agostinho Patrus, é um nome já experimentado no meio, que inclusive foi secretário dos governos tucanos. Sobre isso, Zema declarou que é necessário separar o joio do trigo, uma vez que ser da política há 30 anos não condena ninguém, mas sim agir de forma antiética.
“Nós recebemos apoio do PV, que é um partido que compartilha muito dos nossos ideias para renovação política, que não tem ninguém envolvido em escândalos, em Lava Jato e em Petrolão como muitas pessoas do partido (PSDB) que o senhor pertence e com os quais fez coligação. Nós temos nos aproximado de partidos que têm uma visão de renovação, de não querer usar a política como balcão de negócios”, declarou Zema.

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