"O governo acaba de ganhar um belíssimo presente de Natal". A frase do presidente Michel Temer referia-se à proposta de reforma trabalhista, que ele classificou como "modernização" das leis trabalhistas. A proposta deve ser encaminhada ao Congresso em fevereiro como projeto de lei em caráter de urgência.
Temer afirmou, ainda, que o projeto foi costurado a partir de "amplo diálogo" com trabalhadores e empresários.
Um dos pontos do texto prevê que os acordos de trabalho definidos entre as empresas e os representantes dos trabalhadores poderão se sobrepor às leis trabalhistas definidas na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). O texto também prevê que os contratos temporários de trabalho poderão passar dos atuais 90 dias para 120 dias, prorrogáveis por mais 120 dias.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira (22) pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, em evento no Palácio do Planalto.
De medida provisória a projeto de lei
O ministro confirmou que o governo vai enviar ao Congresso uma proposta de reforma trabalhista, em forma de projeto de lei em regime de urgência. O governo cogitava editar uma Medida Provisória com essas mudanças, mas mudou de ideia, sob pressão dos sindicalistas.
O presidente Michel Temer disse mais cedo que a proposta foi elaborada em conjunto com as centrais sindicais. "Houve composição entre trabalhadores e centrais sindicais na elaboração da proposta."
Mais cedo, o governo anunciou outras medidas econômicas. Uma delas é que o trabalhador poderá sacar todo o dinheiro que tem em contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). Outra foi a redução dos juros do cartão de crédito para menos da metade.
Desemprego em alta
O desemprego no país foi de 11,8%, em média, no trimestre de agosto a outubro, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
No período, o desemprego no Brasil atingiu 12 milhões de pessoas. São cerca de 195 mil desempregados a mais do que no trimestre de maio a julho, mas o resultado é considerado estável pelo IBGE. Em um ano, são 3 milhões de pessoas a mais sem emprego, um aumento de 32,7%.
O número de pessoas com trabalho foi de 89,9 milhões entre agosto e outubro, com 604 mil pessoas a menos do que no trimestre de maio a julho, queda de 0,7%. Em um ano, o total de trabalhado
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