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Tensão com saída de Garcia do DEM não foi superada por condução 'desastrada' de Doria





Foto: Divulgação

As rusgas entre o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o presidente nacional do Democratas, ACM Neto, ainda permanecem. Tanto continuam, que um dos sintomas seria o encontro de Neto com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) (relembre aqui). Interlocutores do ex-prefeito de Salvador apontaram ao Bahia Notícias que a condução 'desastrada' de Doria durante a filiação do vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, ao PSDB ainda não foi superada. Doria disse que "perdoou" ACM Neto e espera estabelecer relação com DEM no futuro (veja mais), nesta terça-feira (6).
Políticos próximos a Neto apontam que o "grande problema" foi a forma que Garcia saiu do partido. Doria teria precipitado um processo que poderia ter sido "conduzido de outra forma". Neto se pronunciou logo após a migração e filiação do vice-governador paulista, Rodrigo Garcia (ex-DEM), ao PSDB. Para o político baiano, a articulação do mandatário tucano é uma postura desagregadora e demonstra inabilidade política (relembre aqui).
Com o impasse, o futuro do Democratas em terras paulistas ainda segue indefinido. Fontes baianas do partido revelaram que o DEM em São Paulo está discutindo como irá se posicionar para as eleições de 2022. Uma das hipóteses seria trazer o ex-tucano Geraldo Alckmin, como um contragolpe, já que o político tem conversas iniciadas com o Democratas, ou seguir com Garcia. A relação de Neto com o antigo correligionário é de "amizade próxima".
Apesar das críticas feitas à condução de Doria no processo de filiação de Garcia, Neto nunca citou nominalmente o vice-governador de São Paulo. De acordo com pessoas da convivência dos políticos a "amizade pessoal foi preservada".
Apesar disso, Neto não descartaria um diálogo com o PSDB após as prévias, caso Doria saia vencedor. Ainda assim, interlocutores do presidente nacional do DEM revelaram que Neto segue em diálogo com Bruno Araújo, presidente nacional do PSDB. O democrata teria sinalizado que após as prévias tucanas, ele não recusaria dialogar, apesar de agora "não cogitar".

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