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Bares e restaurantes têm queda de até 90% no público e Abrasel sinaliza risco de desemprego

A queda no movimento de até 90% registrado por bares e restaurantes da Região Metropolitana de Campinas (RMC), por conta da epidemia do novo coronavírus, ligou o alerta no setor, que sinaliza risco de desemprego. Só na cidade de Campinas (SP), a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) estima 30 mil demissões se medidas para desonerar custos não forem tomadas.
Uma proposta com alterações nas relações trabalhistas, como redução de jornada e salário em 50%, por três meses, além de licença não remunerada por 30 dias, foi enviada nesta quarta-feira (18) aos sindicatos dos trabalhadores e patronal, que estão analisando e ainda irão se posicionar sobre as medidas.
"A maioria dos negócios são microempresários, que dão emprego para até 4 pessoas. O fluxo de caixa dessas empresas não dura uma semana. Se não tem receita do final de semana, ela não consegue pagar contas na semana que vem", pontua Matheus Mason, presidente Abrasel na RMC.
De acordo com o economista Mário Guerreiro, é certo que haverá um impacto no setor. "As receitas vão cair, e isso vai influenciar nos consumos das famílias. As empresas que tem custos fixos e despesas mais ajustadas, equacionadas, vão encontrar um ponto de equilíbrio novo, mais rapidamente", pontua.
Para Octávio Neto, dono de um estabelecimento na região central de Campinas, medidas precisam ser tomadas para que não seja necessário fechar o negócio. Ele encerrou o serviço de almoço fisicamente, reduziu a equipe, colocando alguns colaboradores em férias, e tem dois funcionários no momento para atender pedidos de entrega.
"Temos em torno de uns dois meses ainda, para trabalhar com essa carga de pessoal reduzido. Se passar esse tempo, a gente vai ter que encerrar", diz.

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