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Ponto de Equilíbrio: A necessidade do controle da inadimplência multissetorial


Kito Sobral

A crise que atinge o país desde os idos de 2014 foi responsável pelo avanço da inadimplência nos mais variados setores da economia. O aumento do desemprego somado ao desenfreado uso do crédito levaram famílias inteiras ao superendividamento, desaquecendo o mercado de circulação de bens e serviços.
Como consequência inevitável, a arrecadação tributária caiu, dando origem a uma conjuntura financeira caótica. O Estado, tentando salvar suas finanças, aumentou a carga tributária e a burocracia, levando o empreendedor ao último suspiro. Com empresas fechando, os empregos não se sustentaram.
Os ramos de vendas e serviços foram afetados em cheio. Eis o ciclo clássico da derrocada econômica.
Virou rotina a devolução de cheques sem proveniência de fundos, notas promissórias acumulando-se em armários, condomínios com taxas altíssimas de inadimplência, mensalidades escolares atrasadas, etc.
A mudança de tal cenário, sem maiores questionamentos, depende do reaquecimento da economia. Entretanto, não se pode esperar virada tamanha de braços cruzados. Até lá, várias medidas podem e devem ser tomadas para reduzir os prejuízos causados pela inadimplência, mantendo-a em patamares administráveis.
Aquele que deseja se manter competitivo no mercado deve adotar estratégias baseadas na prevenção, repressão e recuperação. É preciso evitar o nascimento da inadimplência e ter estratégia para combatê-la. Saber o que fazer e quando fazer é primordial.
Observados os prazos prescricionais a cada caso específico e as limitações legais, existem meios mais céleres que os tradicionais para o credor reaver o valor do devedor, seja de forma extrajudicial, ou, em último caso, partindo para o litígio eficaz.
A arte da negociação deve se fazer presente na recuperação de créditos, mas não apenas após o surgimento do problema. Deve-se trabalhar pela mudança de toda uma filosofia de trabalho e comércio. A manutenção de bons e completos cadastros de clientes e usuários, o estabelecimento de uma relação negocial rápida e eficaz entre credor e devedor, a adoção de benefícios para bons pagadores, enfim, várias são as estratégias que permitem a redução da inadimplência a patamar razoável.
Independentemente se você é empresa, condomínio ou mesmo comerciante autônomo, não deixe que a inadimplência de seus clientes e usuários leve-o ao caos financeiro. Aliás, é mais fácil fazer com que o problema não surja do que combatê-lo depois.

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