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Wagner admite erro ao não preparar nome para 2020 e prevê decisão em breve: 'Não há risco'


Foto: Lucas Arraz / Bahia Notícias


O senador Jaques Wagner admitiu, nesta quinta-feira (16), que o PT errou ao não prepara um nome para as eleições deste ano desde o último pleito municipal, em 2016. Ao chegar à concentração da Lavagem do Bonfim 2020, o ex-governador disse que a legenda não tem um "nome natural" para assumir a cabeça de chapa que seja capaz de aglutinar os partidos da base aliada, e por isso precisa de mais tempo para chegar a uma decisão.
"As coisas na política seguem o rumo da naturalidade. Ninguém inventa candidato na véspera, ninguém vira aglutinador sem ser. Então não havia um nome construído previamente. Talvez o nosso maior erro foi não ter trabalhado desde 2016 preparando um nome pra cá. Mas tem 4 nomes, todos eles representam posições dentro do partido. O partido afunila até o final de janeiro. O governador ainda está em um compasso de espera, observando, olhando pesquisa pra ter uma posição, mas eu acho que provavelmente a posição do governador será a que está se avizinhando. Quer dizer, mais de uma candidatura dentro da base de sustentação do governo", justificou.
Wagner defendeu que há uma base "grande e consolidada" no entorno do governador Rui Costa, e que o seu governo já teve sucesso ao adotar uma estratégia com mais de um candidato antes. "Eu já tive essa mesma condição em 2008. Era Antônio Imbassahy, João Henrique e Walter Pinheiro. E acabou dois dos nossos indo pro segundo turno. Então eu não acho risco nenhum essa realidade". Ainda assim, para ele, ainda é "cedo" já que as pessoas começam a se interessar em eleção a partir de agosto.
Questionado se sua presença na concentração do cortejo em meio à ausência de Rui, que passou por uma cirurgia e não pôde ir à Lavagem, o senador disse que se tratava de uma "mera coincidência". "Rui fez uma cirurgia que tinha que ser feita. Eu estive com ele domingo, estive anteontem, era realmente muito arriscado ele vir. Ninguém controla a caminhada do Bonfim, é empurra pra lá, empurra pra cá. Eu acho que não era positivo ele vir. Mas a minha presença aqui é a que tem todo ano, graças a Deus. Eu consegui a recuperação da minha cirurgia e deu pra vir. Apesar de que eu não também não posso caminhar, porque o risco de tomar um trombo e me prejudicar. Então eu vim aqui no adro pra marcar presença", tergiversou.
Wagner disse ainda que acredita que 2022 está "muito longe". "Vamos pensar em 2020. A gente precisa arrumar a casa pra Salvador, pra outras cidades, e depois a gente pensa em 2022. Ainda tem muita água pra rolar", avaliou.

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