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PSL tem 215 diretórios em situação irregular no Estado de São Paulo

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Com planos de aproveitar a “onda bolsonarista” para eleger prefeitos e vereadores no ano que vem, o PSL terá como obstáculo resolver pendências jurídicas em quase metade dos diretórios municipais do partido em São Paulo. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que a legenda de Jair Bolsonaro tem registro em 362 municípios paulistas, mas apenas 147 destes diretórios estão aptos a funcionar. O restante foi desativado ou tem pendências que vão de ausência de prestação de contas à falta de CNPJ. Para ter candidato na cidade, a situação do órgão partidário tem de estar regularizada até abril.
Um dos maiores imbróglios da legenda está justamente na capital paulista, que deve ser palco da campanha da deputada Joice Hasselmann. O diretório está suspenso desde 2016 por falta de prestação de contas. O último presidente do escritório, Alexandre Gentil, saiu do PSL em 2017. Ele afirma que procurou o partido para resolver a situação. “No entanto, entre idas e vindas, não houve interesse dos dirigentes do partido que decidiram através do diretório estadual apresentar uma prestação de contas sem a minha assinatura e aprovação”, disse. Essa prestação, no entanto, foi rejeitada pela Justiça Eleitoral.
Para que Joice possa concorrer, o partido pode repetir o que aconteceu no ano passado. A dois meses das eleições, o partido teve de ir à Justiça para garantir a participação, pois tinha sido suspenso pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) devido a uma falha de prestação de contas em 2016. O atual presidente estadual do partido, deputado Eduardo Bolsonaro, afirmou que o partido está realizando trocas nas diretorias municipais para resolver a situação. “A Karina Kufa (advogada da legenda) é quem está cuidando do partido. A gente sabe que tem pendências e estamos tentando resolver. Tem algumas soluções a serem tomadas e, inclusive, mudanças já estão ocorrendo”, disse.

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