Ex-prefeito de Coaraci teve contas de 2019 rejeitadas pelo TCM-BA e pela Câmara; histórico também inclui multas do TCE-BA e novos questionamentos sobre sua gestão.
O ex-prefeito de Coaraci, Jadson Albano Galvão, aparece na relação de gestores com contas consideradas irregulares pelo Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA), encaminhada ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA).
O registro reúne decisões relacionadas às contas dos exercícios de 2019 e 2020. As contas de 2019 foram rejeitadas pelo TCM-BA e, posteriormente, também pela Câmara de Vereadores de Coaraci, que manteve o parecer do Tribunal em votação realizada neste ano. A decisão do Legislativo terminou com oito votos pela rejeição e três contrários.
O histórico da gestão de Jadson também acumula decisões desfavoráveis em processos envolvendo recursos públicos. Em julgamento relacionado a um convênio, o Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) apontou irregularidades e aplicou multa de R$ 3 mil ao então prefeito.
Já as contas referentes ao exercício de 2020 foram rejeitadas pelo TCM-BA após o Tribunal apontar, entre outras questões, ausência de recursos em caixa para o pagamento de despesas no fim do mandato. Na ocasião, também houve aplicação de multa de R$ 8 mil e representação ao Ministério Público Estadual para apuração de possível crime contra as finanças públicas.
Mais recentemente, uma Tomada de Contas Especial relacionada à prestação de contas de recursos destinados ao transporte escolar também passou a envolver o ex-prefeito. O procedimento envolve cerca de R$ 47 mil repassados pelo Governo do Estado para o transporte de estudantes da rede pública estadual. Em julho deste ano, Jadson foi notificado para apresentar defesa ou efetuar o pagamento da quantia apontada no procedimento.
A relação do TCM-BA reúne gestores cujas contas foram apreciadas como irregulares entre 1º de janeiro de 2019 e 31 de julho de 2026 e foi encaminhada ao TRE-BA. A presença de Jadson no documento coloca seu nome no radar da chamada Lei da Ficha Limpa e amplia a pressão sobre sua situação política e eleitoral.

