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A história nos traz que na Roma Antiga eram comuns os duelos entre gladiadores nas arenas, onde corpos se digladiavam até a morte. Normalmente um presidiário era colocado à prova contra um sanguinário ligado ao poder supremo naquela sociedade (um serviço de justiça).
Naquele modelo, criminosos, prisioneiros de guerra, escravos se submetiam por força do Estado àquele aparente espetáculo, que de fato era uma punição pública para o exercício da autoridade governamental e a imposição da hierarquia social.
O tempo passou e o comportamento humano continua predisposto a assistir aos espetáculos onde exista possibilidade do combate. Aqui não me refiro aos duelos esportivos, embora caibam em alguns casos a analogia aos coloseus do passado.
Trago à luz nesse texto um chamado para uma reflexão: a força das palavras e da necessidade de observação do nosso comportamento diário quando nos posicionamos nas redes sociais e no WhatsApp. A vigilância se faz necessária para evitar o descuido e o exercício do raciocínio voltado para o mal, quase sempre demonstrados nas postagens.
Nos tempos atuais, os lobos em pele de cordeiro ou vampiros de boas energias se vangloriam no mundo virtual. Assistimos ataques à honra, calúnia, emissão de inverdades de todos os tipos, deixando o espírito de humanidade guardado no porão da existência. Os tudólogos e voluntários da maldade aproveitam-se das brechas que o mundo virtual possibilita.
Portanto, antes de postar, pense e repense sobre o que escreverá; qual a possibilidade do impacto para uma mãe ou um pai ao fazer a leitura? Um filho, filha ou pessoas que diretamente amam a pessoa citada/atacada? É preciso um juízo de valor mais apurado, pensando, inclusive, no impacto sobre o emocional do outro, ao deparar-se com o texto dirigido para si. Qual é o momento psicológico que aquela pessoa atravessa?
Não é difícil agir com essa disposição antes de disparar a primeira palavra. Precisamos exercer a tolerância, estabelecer um diálogo onde as visões dicotômicas possam construir novos pontos de vista. Não é preciso se sentir vencedor, mas ter o espírito construtivista para fazer avançar a sociedade.
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