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terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Indicação de Otto Filho ao TCE anima PT a montar chapa puro-sangue



Com a ida de Otto Filho para o TCE praticamente consolidada diante do apoio quase unânime na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o PSD mantém posições estratégicas.



Por Mateus Soares

Desde que o deputado federal Otto Alencar Filho (PSD) foi oficialmente indicado para o Tribunal de Contas do Estado, uma ala do PT passou a defender que o partido ganhou espaço político e discurso para negociar uma chapa puro-sangue em 2026. A formação citada por petistas inclui Jerônimo Rodrigues na disputa pela reeleição ao governo, Jaques Wagner renovando seu mandato no Senado e Rui Costa em sua primeira candidatura ao Senado Federal.
A leitura interna é de que a movimentação para “aposentar” o parlamentar de 48 anos funcionou como uma espécie de sinal para flexibilizar negociações futuras com o PSD, embora o senador Otto Alencar, responsável pela indicação e principal líder da sigla na Bahia, não tenha dado qualquer aceno nessa direção. O mesmo vale para o senador Angelo Coronel, que trabalha abertamente pela própria reeleição.
Com a ida de Otto Filho para o TCE praticamente consolidada diante do apoio quase unânime na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o PSD mantém posições estratégicas: a presidência da ALBA, com a deputada Ivana Bastos, e ao menos duas secretarias de peso: Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano. A sigla reúne ainda nove deputados estaduais, seis federais, dois senadores e mais de cem prefeitos, consolidando seu papel de principal aliado do PT no estado.
Petistas ouvidos reservadamente pelo Política Livre afirmam que o tamanho da fatia ocupada pelo PSD no governo deve influenciar a montagem da chapa, o que relativiza a prerrogativa da reeleição, válida para Jerônimo e Wagner, mas não automaticamente para Coronel. Defendem que a chapa deve priorizar o fortalecimento do projeto nacional do presidente Lula, citando o sucesso do “13-13” em 2022, que, conforme avaliam, poderia ser ampliado em 2026 com a formação completa.
Internamente, pesquisas mostram bom desempenho de Rui e Wagner, cenário que poderia, em um movimento incomum, permitir que os candidatos ao Senado impulsionem o governador.
O levantamento mais recente do instituto Real Time Big Data, divulgado em 26 de novembro, apontou que a desaprovação ao governo Jerônimo supera a aprovação: 50% dos entrevistados disseram desaprovar a gestão, enquanto 48% aprovam. A mesma pesquisa perguntou aos baianos quem consideram o melhor entre os três últimos governadores. Jerônimo registrou 11%, Wagner 24% e Rui Costa liderou com ampla vantagem, alcançando 58%.

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