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segunda-feira, 15 de setembro de 2025

PRF-BA registra mais de 10 mil toneladas de excesso de peso em caminhões na Bahia

Em 2025, mais de 1,4 mil veículos foram autuados; BR-242 lidera em flagrantes e Seabra aparece como o município com mais registros.


Por Rayllanna Lima

A Polícia Rodoviária Federal na Bahia (PRF-BA) intensificou as ações de fiscalização contra o transporte de cargas com excesso de peso nas rodovias federais do estado. De 1º de janeiro a setembro de 2025, foram registradas 1.467 autuações e identificadas aproximadamente 10,3 mil toneladas de carga acima do permitido, segundo dados obtidos pela Tribuna da Bahia.
Em comparação com o mesmo período de 2024, o volume de flagrantes cresceu e o peso excedente por veículo também aumentou, refletindo um cenário que preocupa autoridades e motoristas. No ano passado inteiro, a PRF-BA registrou 2.673 infrações, com 9,8 mil toneladas de excesso, o que indica tendência de crescimento neste ano.
O município de Seabra lidera o ranking de autuações em 2025, com 249 registros, seguido por Teixeira de Freitas (154), Simões Filho (131), Itaberaba (108) e Feira de Santana (94). Esses municípios estão localizados em pontos estratégicos da malha viária federal e funcionam como corredores logísticos para o transporte de grãos, bebidas, combustíveis e outros insumos.
A BR-242 concentra o maior número de autuações, com 480 ocorrências em 2025, seguida pela BR-116 (296), BR-101 (295) e BR-324 (165). Essas quatro rodovias são os principais corredores logísticos do estado e, segundo a PRF-BA, recebem operações constantes para coibir o transporte irregular.

Riscos à segurança e ao pavimento

Segundo Fernanda Maciel, chefe do Núcleo de Comunicação da PRF-BA, o excesso de peso compromete a segurança viária e aumenta o risco de acidentes graves. “O excesso de peso afeta diretamente a eficiência do sistema de frenagem, aumenta a distância necessária para parada, dificulta a dirigibilidade e acelera o desgaste de componentes mecânicos. Como consequência, há maior probabilidade de falhas críticas, ampliando o risco de sinistros graves, com potencial para colisões, tombamentos e bloqueios de pista”, afirmou.
Além dos riscos à vida, a prática acelera a degradação do pavimento e reduz a vida útil da malha rodoviária. “A sobrecarga pode gerar fissuras, buracos e deformações no asfalto, elevando os custos de manutenção e recuperação das vias, além de comprometer a eficiência logística no escoamento de produtos”, destacou Maciel.

Operações e medidas adotadas

A PRF-BA mantém a fiscalização de excesso de carga como atividade rotineira e realiza etapas frequentes da Operação Carga Pesada, com foco em trechos estratégicos das BRs com maior fluxo de veículos. Quando identificada a irregularidade, informa a corporação, o veículo é retido até que seja realizado o transbordo da carga e a regularização do transporte.
A penalidade para o motorista e para a transportadora é uma infração média, prevista no artigo 231 do Código de Trânsito Brasileiro, com multa inicial de R$ 130,16, que aumenta progressivamente conforme o peso excedente. Em casos de sobrepeso elevado, o valor pode ultrapassar os R$ 10 mil por veículo.
O controle do sobrepeso é um desafio nacional. Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), cada 10% de peso excedente reduz, em média, 30% da vida útil do pavimento, impactando diretamente o custo da logística e a segurança nas estradas. A PRF-BA informou que continuará priorizando operações em pontos críticos, com balanças móveis, uso de tecnologia de pesagem dinâmica e integração com órgãos como o DNIT.

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