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No Rio, Ciro critica Bolsonaro, absolve Lula e tenta se firmar como 3ª via



Foto: Divulgação

O presidenciável Ciro Gomes (PDT), terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, atacou na manhã desta segunda-feira (24) seus principais adversários: Jair Bolsonaro (PSL) e o PT. O pedetista cumpriu agenda em Madureira, na zona norte do Rio de Janeiro.
Ciro, de forte expressão no Nordeste, não citou o nome de Fernando Haddad (PT) e fez ressalvas quanto à culpabilidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas, surfando no antipetismo, criticou o partido por ter roubado os cofres públicos.
"De um lado, o fascista (...) Do outro lado, o PT, que fez muita coisa pelo Brasil, mas depois se acostumou com o poder e passou a roubar de forma absolutamente vergonhosa", disse.
Ciro afirmou que ele mesmo considera injusta a prisão de Lula, mas ressaltou que o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, um dos protagonistas do lulismo, é réu confesso.
"É preciso mudar, denunciar isso que nos divide e unir o Brasil que produz, que trabalha, unir o Brasil decente", discursou, desenhando-se como a terceira via destas eleições.
À imprensa, Ciro comparou o bolsonarismo ao fascismo de Hitler. "[Hitler] acabou ascendendo ao poder pela linha da democracia fragilizada, porque o Tratado de Versalhes tinha sufocado a Alemanha de um jeito tal que o povo alemão estava muito revoltado. Revolta e ódio sempre foram maus conselheiros", disse.
Segundo Ciro, outra característica do nazifascismo é a apologia à violência. "Um candidato que tem um vice que é profissional da violência, um candidato que fala em Deus toda hora e ao mesmo tempo faz apologia à morte (...) Tem gente ganhando muito dinheiro com essa propaganda imbecil de arma casada com pesquisa", afirmou, dizendo que as ações da Taurus, fabricante nacional de armas e munições, cresceram mais de 180%.

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