Juiz é acusado de apontar arma para desembargador no Rio de Janeiro - Bahia Expresso

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Ita melhor

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Juiz é acusado de apontar arma para desembargador no Rio de Janeiro

O Tribunal de Justiça do Rio vai abrir sindicância para apurar a discussão entre um juiz e um desembargador, na manhã da quarta-feira, 4. Testemunhas disseram que o juiz chegou a sacar a arma e apontá-la para o desembargador. O juiz nega.
A confusão ocorreu entre o juiz João Batista Damasceno, de 52 anos, da 1ª Vara de Órfãos e Sucessões, e o desembargador Valmir de Oliveira Silva, de 69 anos. Eles iniciaram uma discussão no consultório médico do fórum. Damasceno, então, desceu as escadas, se escondeu numa sala do serviço de limpeza, no térreo, e passou a filmar a discussão com seu celular.
Nas imagens, divulgadas pelo jornal O Globo, o juiz afirma que o desembargador ameaçou “estourar” sua cabeça. E diz que vai “solicitar legítima defesa, se for preciso”. O desembargador, ex-corregedor do TJ, aparece tentando entrar repetidas vezes na sala e sendo contido por funcionários. “Você não é homem”, diz para Damasceno.

Obrigado a deixar o local, Silva indaga: “eu vou ter medo de arma dele?”. O desembargador volta, exige que o juiz entregue o celular com a filmagem e diz: “Eu vou no seu gabinete daqui a pouco. Quero ver você puxar essa porra aí”. Não é possível ver arma alguma nas imagens.

Silva e Damasceno já haviam se desentendido em 2013, quando o juiz pendurou em seu gabinete um quadro do cartunista Carlos Latuff. Na charge, um homem fardado como policial atira na direção de um homem negro crucificado. Damasceno defendeu, na ocasião, a desmilitarização da PM.

A pedido do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP), o quadro foi retirado do gabinete. O então corregedor representou contra o juiz, que foi absolvido. O quadro acabou leiloado e o valor doado à família do pedreiro Amarildo de Souza, morto por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha.

Damasceno e Silva não foram encontrados pelo jornal O Estado de S. Paulo. Ao jornal O Globo, o juiz negou ter sacado a arma e se diz perseguido por Silva. Ele fez uma representação contra o desembargador. Silva disse que também vai entrar com uma representação contra o juiz.

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