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Para Jerônimo, 2020 foi de 'muito prejuízo', mas não 'um ano perdido' para a Educação



Foto: Bahia Notícias


O ano de 2020 para a educação foi de “muito prejuízo”, mas não pode ser considerado “um ano perdido”. A avalição é do secretário da Educação da Bahia, Jerônimo Rodrigues, que afirmou ainda que o retorno das aulas presenciais no estado segue sem data definida. 
Válida desde 18 de março, a interrupção das atividades nas escolas públicas e privadas na Bahia foi uma das primeiras medidas adotadas pelo governo estadual no combate à pandemia da Covid-19. 
Jerônimo foi o entrevistado desta terça-feira (5) do Bahia Notícias no Ar, na rádio Salvador FM 92,3. Na ocasião, o titular da SEC reconheceu que o desejo de todos é que as aulas sejam retomadas, mas que no momento a avaliação da gestão é de que ainda não há condições para a medida.
A Bahia, e outros estados brasileiros, lidam com uma nova escalada nos casos, com aumento na ocupação de leitos e mortes pela infecção. A situação está sendo vivenciada também em outros países.
“Estamos ansiosos, o que falta são condições de segurança para garantir a saúde das pessoas”, afirmou Jerônimo. O secretário continuou argumentando sobre a situação enfrentada principalmente no interior do estado. “Não tem leito de UTI, como a gente na Bahia vai botar mais 4,5 milhões de pessoas nas escolas, entre professores, alunos, funcionários, da rede privada e pública, estadual e municipal?”, questionou ao citar cidades como Vitória da Conquista e Feira de Santana.
O gestor também comentou sobre prefeitos baianos que sinalizaram a intenção de retomar as aulas na rede municipal. Segundo Jerônimo, a decisão vai de encontro a orientação da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). Além disso, a intenção da SEC é de que toda a rede de educação retorne às aulas presenciais de forma conjunta. “Gostaríamos de fazer uma combinação acertada, não sair ninguém na frente”, ponderou.
A retomada é alvo de especulações e cobranças de diversos agentes. Mas o recado do secretário foi enérgico: “não vamos ficar sob a pilha, a pressão de quem quer que seja, pondo em risco a vida das pessoas”.
“O que está segurando não é vaidade, é segurança. Não é só a Bahia, o Brasil inteiro está na mesma situação”, disse o secretário da Educação.
O governador Rui Costa (PT) chegou a sinalizar que as aulas poderiam ser retomadas após a eleição. Na época o estado registrava queda de novas ocorrências, casos ativos, mortes e internações pela Covid-19. Mas após o pleito, e em um reflexo das atitudes da população e de candidatos durante a campanha eleitoral, os índices da pandemia na Bahia voltaram a crescer, assim como o alerta.
“Achamos que depois da eleição haveria condições, mas com paredões, piseiro, vimos que não havia. Consideramos retomar em dezembro, passou pra janeiro, e seguimos sem condições. Não estamos com receio de botar palavras reais. Não vamos começar enquanto houver risco, como estamos agora nesse momento”, afirmou Jerônimo durante a entrevista.
Ainda segundo o titular da SEC, o secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas, sinalizou que a previsão é que essa alta de casos se mantenha em janeiro inteiro.
Sobre os prejuízos de 10 meses sem aulas, o chefe da Educação reconheceu que são muitos. Mas na opinião dele 2020 foi um ano de ajustes e por esse motivo não pode ser considerado perdido.

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