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Entrevista com a vice-prefeita de Ibicaraí Adriana Assis


Bahia Expresso: Como surgiu o projeto Adriana Assis como candidata a vice-prefeita?

ADRIANA ASSIS: Após cumprir o mandato de Vereadora 2013/2016, o qual busquei realizar com responsabilidade, fiscalizando, legislando, apresentando vários projetos de interesse coletivo (inclusive sendo todos aprovados e devidamente sancionados, transformando-se em leis voltados pra área de saúde, mulher, agricultura familiar, praças, meio ambiente, servidores, educação), enfim, já no ano de 2016 tomei a decisão de não ir pra reeleição como Vereadora e estava até disposta a não concorrer a cargo algum, quando o partido, grupo político, alguns amigos e os Deputados Antônio Brito e Alex Lima disseram não concordar com minha saída do cenário político e que me via credenciada a disputa do Executivo Municipal. Deste modo, formatamos o Projeto com lançamento da pré candidatura a Prefeita, inclusive com realização da Convenção. Tínhamos realmente a pretensão de disputar as eleições até para nos colocarmos como uma opção para os munícipes; todavia não podíamos pensar em uma candidatura solta, isolada, pois precisávamos pensar também em dar aos nossos pré candidatos a Vereadores a chance de alcançarem êxito. Naquela época as coligações eram possíveis e daria uma maior viabilidade de disputa ao Legislativo. Foi pensando nisso, não tendo nenhuma vaidade ao cargo majoritário, entendendo que o projeto apresentado pelo Gestor atual à época se assemelhava ao nosso desejo de realmente fazer algo diferente e trazer um tempo novo pra nossa Cidade, uma gestão transparente voltada para o bem coletivo e pedindo a ele apenas que sendo Vice-Prefeita realmente auxiliasse diretamente na gestão que então aceitei, juntamente com o nosso grupo a junção, onde recuei da pré candidatura a Prefeita e formei chapa como Vice-Prefeita consolidando a junção do PSDB e PTN (hoje PODEMOS) para a Majoritária, além do PTB e PMB que também eram partidos que estavam conosco. Nessa composição além da vaga a Vice-Prefeita, o grupo ficaria com a indicação para a Secretaria de Educação, que momento algum o grupo cogitou ser eu, mas outro nome o qual o Gestor não aceitou e insistiu q eu assumisse. Como não recuo aos desafios e visando contribuir então aceitei pensando em tentar fazer gestão e beneficiar a categoria, cujas angústias conhecia de perto, do mesmo modo que estando Vice-Prefeita e assumindo a Secretaria ao optar pelo salário de Vice-Prefeita seria um custo a menos de Secretário para o Município.

B.E: Quais foram suas ações quando assumiu a secretária de Educação?

ADRIANA ASSIS: Como já conhecíamos muitas angustias e dificuldades da pasta, inicialmente tentamos montar uma equipe que realmente estivesse alinhada com o nosso propósito de implantar algumas mudanças, pois toda mudança inicialmente traz algumas resistências, as quais eram necessárias para melhor estruturar, dinamizar e otimizar as ações da Educação. Um dos nossos desafios era resgatar a autoestima dos profissionais e isso esteve diretamente ligado a valorização e tratamento respeitoso que sempre tivemos para com todos, sem distinção, a começar pelo Encontro Pedagógico que realizamos envolvendo todos da pasta, tanto equipe gestora, quanto professores, coordenadores e pessoal de apoio. Corrigir o enquadramento dos Professores por Referência também foi nossa prioridade, pois em um universo de cerca de 250 professores, não era justo apenas cerca de 80 estarem recebendo por nível e referência como era devido. Logico que para fazer isso tínhamos também que enxugar a estrutura da Educação e adequar quantidade de alunos em sala, nuclear algumas escolas e foi assim que fizemos para melhor estruturar a educação e poder avançar na valorização dos profissionais. Implantamos novos projetos, demos continuidade a outros e resgatamos também alguns, a citar: Programa Despertar (com o FAEB/SENAR, onde fomos premiados nas categorias: Portfólio e Agente Despertar), Mergulho nas Artes de Ibicaraí (com os atores Virginia Martins e Creo Kelab), Programa PréCrime (com a Policia Militar), ADAB na Escola/Jovens Sanitaristas (com a ADAB), Educação Empreendedora (com o SEBRAE), Programa Novo Mais Educação (com o FNDE), Programa Saúde na Escola (com a Secretaria Municipal de Saúde), Programa Universidade para Todos (com a UESC e Governo do Estado), Programa de Formação pela Escola (com o FPE e FNDE), Sala de Recurso Multifuncional com atendimento psicológico e psicopedagógico assistindo no ano de 2017 cerca de 75 famílias com alunos da rede municipal com deficiência (com Escola Estadual Ana Nery), além dos Programas básicos inerentes à pasta e Projetos tais como: SouRio, Olho Vivo, Formação Continuada, Arcos Ocupacionais, Educação Cidadã, Revitalização da Biblioteca Municipal e a Caravana da Leitura que foi um projeto nosso que ultrapassou os limites da cidade, sendo convidado a ser apresentado em outros municípios vizinhos e em Formação ofertada pelo Estado, servindo de inspiração para outras cidades. Como grande legado deixamos também, o Plano de Ação da Educação para o Quadriênio 2017/2020, o qual deveria ter sido seguido, mesmo que revisado anualmente e ou readaptado conforme circunstâncias, visto que em administração pública tudo é muito dinâmico e algumas situações variam. Criamos também uma equipe para dar manutenção às Unidades Escolares, a qual chamávamos “Mão na Massa”, que por meses nos possibilitou atuar em muitos reparos nas escolas, realizamos a Reforma da Biblioteca Municipal, iniciamos a Reforma da Central de Alimentação Escolar e agíamos de forma mais diligente junto às Unidades Escolares realizando pequenos reparos e dando manutenção. Com recurso do QSE (quota salário educação), perfazendo o montante de cerda de R$158.000,00 (cento e cinquenta e oito mil reais), realizamos reformas emergenciais no início do ano de 2017, nas seguintes Unidades Escolares: Ramiro Berbert de Castro, Elilio Izabel, Creche Belizana Pereira, Olavo Bilac, Creche Bernadete Barros (casa alugada que tivemos que adaptar), Josè Tito de Lima, Coracy Ally e Raimundo Cordeiro.

B.E: Como você vê a renovação na política, nomes novos ingressando a política?

ADRIANA ASSIS: Vejo de forma democrática e com bons olhos, sem objeção alguma, visto que a todos é dado o direito ao pleito e a vida é feita de ciclos que ao longo do tempo começam pra uns, terminam pra outros e essa alternância dá ao povo outras opções. Só espero que realmente os novos que se apresentam tragam consigo Projetos Políticos e não de poder, visem uma política diferente pautada na coletividade, objetivando gestão e não status e tenham consciência do que podem enfrentar pela frente para bem servir à cidade. Enfim, acho salutar o novo, o que não adianta é se dizer novo e ao obter êxito praticar “velhos vícios” plenamente condenados pela população, pois deste modo será mais uma decepção.

B.E: Faça uma análise da atual administração?

ADRIANA ASSIS: Sempre muito complicado analisar o outro, mas me sinto de certa forma, à vontade para fazer críticas construtivas e fundamentadas a atual gestão, a qual também contribui para êxito ao pleito. Entendo que tivemos alguns avanços, especialmente com relação a alguns aspectos iniciais, mas que depois se perderam, algumas obras adquiridas pra cidade também são vistas. Entretanto, na história de Ibicaraí nunca se recebeu tanta emenda, inclusive oriunda de adversários políticos, recursos extras federais o que nos deixa incomodados o fato da inércia, não andamento de ações concretas e melhorias efetivas nas diversas áreas, em especial saúde e educação. Afirmo categoricamente e de maneira empática que poderíamos e era pra estarmos muito melhor, mas infelizmente a vaidade e falta de planejamento em diversos momentos fez com que as coisas desandassem e a sensação que temos é ver um “barco horas à deriva” e horas “sem freio”. E lamentavelmente pra alguém feito eu que acreditou em algo diferente realmente é muito decepcionante, triste e preocupante, pois a próxima gestão precisará organizar e ou reorganizar muita coisa, sendo que essa teve recurso suficiente para fazer muito mais e não o fez, não tem feito e não vejo muita intenção de fazer, mesmo que agora diga reconhecer os erros, não tem mais tempo para coisas e oportunidades que jogou fora.

B.E: Em que momento da gestão houve um rompimento entre a senhora e o atual prefeito Lula Brandão, a senhora pode explicar um pouco sobre isso?

ADRIANA ASSIS: Reconheço minha personalidade forte do mesmo modo que tenho princípios e valores muito enraizados no meu caráter, todavia jamais tive a pretensão de “disputar” e ou “ser mais” que o Prefeito, até porque quando aceitei ser Vice-Prefeita sabia que estaria sendo constituída como 2ª autoridade do Município e o comando da gestão seria do Prefeito. Entretanto, o fato de em muitos momentos deter um pouco a mais de conhecimento em gestão pública e até por conta da oportunidade que tivemos de demonstrar nosso trabalho à frente da pasta da Educação, tais fatos serviram de gatilhos pra causar alguns desconfortos e o Gestor, incentivado por pessoas próximas a ele, começaram a medir aplausos, insinuar situações como se houvesse alguma “competição” e infelizmente desde março de 2017, várias situações começaram a existir (boicotes, tentativas de disse me disse, decisões sem a nossa participação mesmo que para opinar, etc). Como meu foco era, é e sempre foi ajudar o município, tentei seguir firme fazendo o que me cabia, buscando ser respeitosa, mas também me posicionando diante de situações. Várias foram as vezes que busquei diálogo com o Prefeito e esposa para esclarecimentos e também reafirmar que não tinha objetivo algum de prejudicar, tão pouco agir que não fosse para o bem da cidade e por conseguinte da gestão; todavia as conversas se tornaram inúteis e as circunstâncias constrangedoras só se agravavam, principalmente pelo fato do Gestor agir pelas minhas costas, quando da substituição da pasta da Educação, vez que por diversas vezes ouvindo conversas nos bastidores, tive conhecimento do mesmo estar oferecendo o cargo de Secretário de Educação a outras pessoas e quando questionado por mim sempre dizia não existir tal situação. Realizei o Encontro Pedagógico de 2018 sabendo das ações de má fé e às escusas do Gestor quanto a minha pessoa. Na verdade ele tentou de várias formas e até usando “terceiros” pra me fazer pedir exoneração do cargo de Secretária de Educação. Quando percebi tais atitudes tentei me cercar ainda mais de cuidados, pois a única que possuo é meu nome e quando o mesmo percebeu que não teria outro jeito, mesmo sem sequer se dignar ter uma conversa comigo antes, marcou entrevista pra anunciar a substituição da pasta. Participei da coletiva, após efetuar o pagamento da folha de Fevereiro de 2018, pois esta foi uma das condições para participar da mesma. Sai de cabeça erguida e tranquila quanto ao trabalho realizado, deixando a pasta organizada e estruturada para começar o ano letivo, mas infelizmente muitas das nossas ações não tiveram continuidade e lamentavelmente obtivemos resultados não tão bons para a rede que se desencadeiam até hoje. Como visto, o Gestor sequer respeitou a minha pessoa, tão pouco compromisso firmado com o grupo quanto a indicação de alguém para a pasta da Educação. Nesse interim a relação já estava prejudicada e solicitei ao grupo não procurar o Gestor, visto que o mesmo, infelizmente não teve o menor respeito por nenhum de nós. Pra tentar dizer que estava “tudo bem” o Gestor me ofereceu a Coordenação do Plano de Resíduos Sólidos (achando que me esquivaria por não ser um conhecimento que dentenho). Pra surpresa do mesmo aceitei e após 2 meses, me inteirando das ações, realizando entrevistas nas rádios, reuniões técnicas e também com catadores, começaram novamente os boicotes e atitudes às escusas. Quando percebi a situação constrangedora que o Prefeito estava colocando técnicos da pasta então facilitei meu afastamento visando não prejudicar os profissionais, tão pouco o trabalho em benefício do Município. Quando das eleições de 2018 o Prefeito, mais uma vez não cumprindo o compromisso de juntos decidirmos o apoio aos Deputados, usou isso como desculpa para mais atitudes escusas e de má fé contra minha pessoa e pessoas ligadas a mim. Se fosse contar com riqueza de detalhes as situações, certamente o texto seria muito mais longo, mas basta dizer que chega uma hora que por mais que sejamos pessoas de bom coração, capazes de perdoar, que pensa na coletividade, também temos nossos limites e por mais que como cristã, por um período tenha escolhido o silêncio de Deus, ainda assim em Eclesiastes 3 a Palavra de Deus nos deixa claro que há um tempo para todas as coisas, inclusive o de calar e o de falar também. Após um tempo de muitas tentativas de diálogo, reaproximação e de silêncio eis que chegou o momento de falar e tornar público o rompimento e assim o fiz com muita serenidade e consciência tranquila dos meus erros e também acertos.

B.E: Em declaração membros da assessoria do atual prefeito, afirmaram que existia uma sala a sua disposição para atendimento, que a senhora ocupou por um curto período e depois abandonou, procede essa informação e pode dizer o porquê?

ADRIANA ASSIS: Que bom terem tocado nesse assunto. Após final de Janeiro de 2019, quando todos sabiam do afastamento extra oficial do Prefeito, por conta do estado de saúde, sem que o mesmo fizesse o que reza a legislação, buscando se afastar temporariamente para cuidar da saúde e permitindo que eu como Vice-Prefeita assumisse, dando “poderes indevidos” a pessoas próximas, ignorando frontalmente o que reza a Lei e depois de me fazer presente a Prefeitura questionando tal disparate e a ausência do Gestor da Cidade, sem o devido conhecimento à Câmara, reuniões sendo realizadas sem o meu conhecimento, bem como decisões sendo conduzidas no Município mesmo o Gestor estando “afastado informalmente”, pois a intenção era que em momento algum eu assumisse e conseguindo então mais uma reunião com o Prefeito, ficou firmado que seria providenciada uma sala para que como Vice-Prefeita prestasse atendimento público à população, no prédio da Prefeitura. Várias possibilidades foram ditas pelo Gestor, inclusive a reforma da sala da Procuradoria, mas enfim, tudo não passou de “balelas ao vento”. Vendo o tempo passar e o Prefeito tendo comunicado a uma pessoa que estaria sendo contratado para me assessorar, liguei pra o Gestor questionando como iria ter alguém pra me assessorar sem ter uma sala para atender ao povo e foi ai que ele sugeriu que eu compartilhasse a sala que estava sendo usada pelo Secretário de Governo e assim o fiz. Passei a estar na Prefeitura 3 dias da semana para atendimento e demandei as pessoas que me procuravam pra lá. Todavia, pasmem, reuniões ocorriam com diversos setores com a ausência do Gestor, mas mesmo eu estando lá sem também ser convidada a participar e as mesmas ocorrendo no gabinete do Prefeito conduzido por ordem dele por outros. Pessoas que me procuravam pra resolver situações passaram a ser abordadas antes para que, em alguns casos sequer chegassem até a mim. Pessoas dentro da Prefeitura foram chamadas para não facilitarem meus pedidos e fluxo dentro da gestão. Diante de tais circunstâncias, comecei a observar e perceber que estar lá atendendo era uma forma que eles tinham de “controlar” meus passos, foi ai que comecei a fazer visitas aos órgãos e alternar os atendimentos, até que tive um problema de saúde e diante da situação cada dia mais insustentável e desrespeitosa do Gestor e alguns “apaniguados dele” à minha pessoa, realmente optei por me dar ao direito de não mais frequentar e fazer uso da sala que além do Secretário de Governo, também era utilizada por diversas pessoas que por vezes cheguei lá pra atender e tinha alguém fazendo até reunião.

B.E: Na sua opinião como está sendo a atuação da prefeitura no combate ao Covid19?

ADRIANA ASSIS: Vejo um grande esforço dos profissionais de saúde, todavia estes têm trabalhado em condições muito precárias e até com escassez de equipamentos de proteção individual. Não consigo entender com tanto recurso chegando para o Município como não conseguimos perceber ações mais concretas sendo realizadas. Sinto falta de um Plano de Ação onde haja uma participação do Conselho Municipal de Saúde e seja dada publicidade pra sociedade acompanhar. Sinto uma certa letargia da gestão ao adotar medidas. Vi o momento como uma oportunidade em potencial para dialogarmos com o Estado sobre a situação do nosso Hospital que só se queixam dos custos, mas no momento oportuno não aproveitaram para fazer uma nova pactuação e ou iniciar uma diálogo de reestruturação e redefinição deste, transformando-o até em hospital de sustentação para outras enfermidades. Até onde sei houve proposta da SESAB para referenciar os 32 leitos, repassando um valor de recurso mês, mas a Gestão não aceitou ai vimos o Hospital do jeito que está e com tanto recurso que ingressou nos cofres públicos, inclusive a título de custeio para o próprio hospital. As ações do Município se resumem hoje a instalação de uma Barreira Sanitária, decretação de medidas restritivas as quais nem o próprio Prefeito cumpre o que ele mesmo decreta, fechamento e depois flexibilização da abertura do comercio, realização, somente agora, de testes rápidos para os profissionais de saúde, monitoramento dos casos, mas sem a devida testagem de todos os casos. Enfim, sinto falta de ações mais concretas apesar de perceber o esforço e preocupação de muitos. Poderíamos e deveríamos estar melhor estruturados, disso tenho certeza.

B.E: Como a senhora analisa a parceria dos Poderes Executivo com o Legislativo?

ADRIANA ASSIS: A própria Constituição Federal estabelece que essa relação entre os Poderes precisa e deve existir, todavia de maneira harmônica, mas independente, nunca subserviente. Todos que são eleitos pelo povo precisam ter a consciência de que ao lograrem êxito estão para representarem os interesses do povo, não os próprios interesses e ou de grupos políticos. Essa consciência e alinhamento com os interesses do povo precisa e deve ser elemento norteador de todo e qualquer mandato. Infelizmente o que vimos é muitos tentarem agradar ao “Rei” se esquecendo que são empregados do Povo. E o “Rei” por sua vez cobrando subserviência em troca de “favores pessoais”, prática esta que deve ser aniquilada da política, mas que cabe ao povo também avaliar quem realmente merece e quer que verdadeiramente os represente. Quando cito tais circunstâncias as faço de maneira genérica, pois infelizmente muito disso, ainda, temos visto pelo Brasil a fora, mas precisa e deve acabar. Sou a favor da parceria saudável em tudo que for bom para a população, bem como das críticas construtivas, dos bons debates, da “oposição responsável” onde cada um faz sua parte sem se esquecer a quem deve de fato representar: o Povo.

B.E: A senhora como Vice-Prefeita apoiaria uma possível reeleição do atual Prefeito?

ADRIANA ASSIS: De forma alguma, de maneira muito tranquila e categórica não o apoio mais sob hipótese alguma. Não somente por tudo que disse aqui durante entrevista, bem como por tudo vivenciado e por compreender que a gestão por ele praticada não condiz com o que de fato pensei e desejei pra cidade. Lamentavelmente falta responsabilidade e transparência. Se diante de tudo que vi e vivi ele estivesse sendo um bom gestor, tenha certeza que estaria no meu canto quieta e até teria a hombridade de reconhecer e aplaudir de pé. Todavia não é essa a realidade, pois o vi nos palanques alegar ter sido um dia “perseguido” e hoje “persegue”, age de maneira leviana, dissimulada, hipócrita em muitos momentos e não posso compactuar com isso. No passado chancelei o nome dele achando ser realmente algo diferente, mas infelizmente não passou de ledo engano e pura decepção. Hoje o vejo como alguém nocivo à política de nossa cidade, pois foi alguém que se apresentou com um discurso novo mas que na prática exibe “velhos e repugnantes vícios”, essa é a mais pura verdade

B.E: A senhora pretende colocar seu nome à disposição como pré candidata ou apoiar um outro nome?

ADRIANA ASSIS: Meu nome sempre estará à disposição para contribuir positivamente para com a nossa Cidade, independente de cargos, cadeiras e ou status. Graças a Deus não tenho apego a nada disso e ou vaidade nesse sentido. Me preocupo em ser uma cidadã crítica, de posicionamentos firmes e desejo do bem sempre. Minha bandeira é e sempre será Ibicaraí. Confesso estar muito decepcionada com muita coisa, mas jamais me esquivarei de participar ativamente das questões políticas da nossa cidade, mas quanto à disputa ao pleito é algo que não depende apenas da minha disponibilidade. Entendo ser uma decisão de grupo considerando também uma análise do contexto como um todo e viabilidade do momento. Importante dizer que sou a favor da união de pessoas que pensem o bem pra nossa cidade, que compartilhem de um Projeto Político e não de poder, pois Ibicaraí não aguenta tmais ninguém sentado na cadeira de Prefeito se achando “O Rei”. Enfim, Tenho buscado em Deus direção, conversado muito com familiares e amigos próximos e estou muito em paz quanto a isso, certa de que na posição que Deus me colocar, seja qual for, inclusive como mera eleitora, tentarei sempre fazer minha parte.

·         B.E: Deixe suas considerações finais


ADRIANA ASSIS: Agradeço imensamente a Deus por tudo que sou e pela pessoa do bem que me tornei, pelas experiências boas e ruins que tive as quais muito me ensinaram e me aproximaram ainda mais de Deus, pois em tudo daí graças e a Ele seja dada toda honra e toda glória! Em especial sou grata, também, aos meus pais pela formação que tive, ao povo por me dar a oportunidade de representa-los como Vereadora e Vice-Prefeita, onde busquei corresponder de forma digna, fazendo a diferença sendo diferente e até vista como “polêmica” por alguns. Agradeço a minha família e amigos que comigo suportam dores, ausências, se alegram e me apoiam nas decisões. Sei que muitas pessoas me acham extremamente técnica, mas sou alguém que busca conhecimento sempre, sou detalhista, criteriosa, mas também tenho limitações, falhas, busco preservar princípios e valores, não sou “dona da verdade”, mas de uma coisa estejam certos, não suporto mentira. Tenho como legado orgulhar os meus pais e ser exemplo para meus filhos e por conseguinte meus netos. Ser alguém que faz as escolhas que fiz e faço ao longo da vida, as quais não abro mão, não é nada fácil, mas ainda assim entendo ser a melhor escolha. Outro dia li uma frase que expressa bem muita coisa: “Numa época de mentiras universais, dizer a verdade é um ato revolucionário” (George Orwell). Sou grata ao Blog Bahia Expresso pelo carinho de sempre, atenção e oportunidade dada para que as pessoas conheçam um pouco mais sobre Adriana Assis e circunstâncias que nos cercaram ao longo desse mandato que se finda em 31 de Dezembro do corrente ano. No mais, que Deus nos dê muita sabedoria e direção, em especial nas eleições vindouras, não permitindo sermos “massa de manobra”, tão pouco “enganados” por ninguém, analisando bem as atitudes das pessoas dentro e fora do poder, pois o caráter de uma pessoa não é definida pelo que ela diz acerca dela mesma ou dizem à respeito dela, mas pelas atitudes praticadas, principalmente quando ninguém está vendo e ou não se espera nada em troca.

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