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Um prefeito que se isola



Nada é mais prejudicial na política do que a falta de contato humano e a ausência do diálogo. Dessa perspectiva é inevitável enxergar os motivos da queda de popularidade de Lula Brandão, já identificada até mesmo nos bairros e distritos do município. 
E essa percebida não acessibilidade é constatada no dia-a-dia: quando o povo vai à prefeitura e não o encontra; nas inumeráveis ligações telefônicas nunca atendidas; na completa inexistência de reuniões políticas ou administrativas com os membros do próprio grupo, só para citar três fatores.
Completamente absorvido com a estratégia de buscar recursos para a execução de obras para o município, o promissor político que a todos abraçava, sempre com um largo sorriso, parece que esqueceu que o eleitor ibicaraiense sempre valorizou o calor humano de seus políticos. 
É no caminhar nos bairros e distritos, também no comércio local, que o prefeito tem a oportunidade de "sofrer" as necessárias cobranças sobre as verdadeiras necessidades dos cidadãos. 
A insatisfação com um gestor só tende a aumentar e tomar corpo, quando não pode ser exposta de forma sincera, no corpo-a-corpo, no encontro de olhares, nas palavras sem enfeites.
Popularidade costuma ter a natureza de aumentar ou diminuir, nunca permanecendo no mesmo patamar. 
Um gestor necessita estar entre seu povo, pois é desse mesmo povo que derivam os votos e, nem é preciso dizer, sem votos não há novo mandato.

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